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WWF lança novela mexicana sobre casal de albatroz…

Os albatrozes-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris), como a maioria dos pássaros, são monogâmicos. Eles vivem em casais que podem durar décadas — mas, assim como com os humanos, os relacionamentos têm durado cada vez menos. No mundo animal, as separações geralmente são desencadeadas por dificuldades reprodutivas, mas condições ambientais adversas também podem levar à quebra do vínculo […]


Os albatrozes-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris), como a maioria dos pássaros, são monogâmicos. Eles vivem em casais que podem durar décadas — mas, assim como com os humanos, os relacionamentos têm durado cada vez menos.

No mundo animal, as separações geralmente são desencadeadas por dificuldades reprodutivas, mas condições ambientais adversas também podem levar à quebra do vínculo entre os parceiros. 

Casal de albatrozes em região costeira.
(Paul Souders/Getty Images)

É o que mostrou um estudo de 2021 que analisou os relacionamentos dos albatrozes e fatores ambientais, usando dados coletados entre 2004 e 2019. Os pesquisadores perceberam que a taxa de divórcios variou entre 1% a 8% ao longo dos anos. Como esperado, os casais de pássaros eram mais propensos à separação depois de falhas na procriação. 

As taxas mais altas de divórcio apareciam nos anos em que a temperatura da superfície do mar estava mais alta. Isso pode ter ocorddio porque o aumento da temperatura da água dificulta a circulação de nutrientes, que ficam presos nas camadas mais frias e profundas.

Além de dificultar a alimentação de predadores que vivem na superfície, como as aves, a mudança também provoca estress, que impacta a produção de ovos e aumenta a chance de que um indivíduo abandone seu parceiro, ovo ou filhote. Essa é uma das muitas consequências inusitadas das mudanças climáticas globais.

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Os albatrozes-de-sobrancelha são nativos do sul da América do Sul, e se reproduzem anualmente no litoral sul do Brasil, nas ilhas Malvinas e na Geórgia do Sul. Durante as migrações, podem ir para muito longe – para o litoral nordeste do Brasil e para a costa oeste africana, por exemplo. 

É no início dessa jornada que encontramos Miguel e Elena, os protagonistas da novela Muy Caliente. O casal apaixonado se separa porque Miguel precisa viajar. Entretanto, quando chega a época da reprodução, Miguel não retorna para Elena. 

Fotografia do jogo Muy Caliente. Um Gaivota em um navegando em um barco de pesca.
(WWF/Divulgação)

Abalada, ela procura consolo nos braços de Ernesto, melhor amigo de Miguel. Quando os dois pombinhos (ou seriam albatrozezinhos?) finalmente estão bem, Miguel retorna. Ele não havia abandonado a parceira, só estava atrasado porque o aquecimento dos oceanos fez com que ele precisasse ir longe demais em busca de alimentos.

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O final dessa história você vai ter que descobrir assistindo a novela produzida pelo WWF-Brasil, organização ativista pela preservação ambiental. A ideia é usar o humor e a irreverência para fomentar o debate sobre mudanças climáticas e seus impactos.

Fotografia do jogo Muy Caliente. Duas gaivotas conversando.
(WWF/Divulgação)

“A trama é baseada em clássicas novelas mexicanas, bebendo da fonte de A Usurpadora, Llamas da Pasión e muitos clássicos que víamos no SBT”, comenta Cake Llaguno, redator criativo da agência responsável pela produção, AlmapBBDO. 

“O roteiro foi feito com a consultoria de uma bióloga, então conseguimos contar de maneira divertida, emocionante e lúdica os problemas que esses animais têm sofrido. E tudo é feito com marionetes esculpidas e cenários feitos a mão. Tudo para informar e sensibilizar pessoas que estão saturadas sobre temas climáticos.”

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A produção tem três episódios – assista o primeiro deles abaixo. 

Muy Caliente é apenas um dos projetos da WWF-Brasil para proteger os oceanos. “Entre nossas missões está a redução dos impactos das mudanças climáticas na sociobiodiversidade marinha, com ações como a conservação de recifes de coral, criação de áreas marinhas protegidas e incidência em políticas públicas, essenciais para a sobrevivência dos ecossistemas marinhos e para o nosso futuro”, destaca Marina Corrêa, analista de conservação e líder de oceanos do WWF-Brasil. 



Fonte: Super Interessante

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